Uma adolescente de 17 anos denunciou um caso de assédio por parte de um funcionário da Escola Estadual Caic Madezzati, situada no bairro Feitoria, em São Leopoldo. Segundo informações preliminares, o episódio teve início em agosto, quando a estudante foi à secretaria da escola para fazer cópias de seu currículo. Durante a visita, ela entregou seu celular ao profissional, que ficou responsável pela impressão do documento. A partir desse momento, a jovem começou a receber mensagens via WhatsApp.
Inicialmente, as conversas entre a estudante e o funcionário eram consideradas normais. Contudo, com o passar do tempo, os diálogos tornaram-se cada vez mais inapropriados, com o homem enviando mensagens de duplo sentido e elogios à aluna. A adolescente, que respondia por educação, começou a se sentir incomodada e percebeu que a situação estava se tornando insustentável. Entre as mensagens, o funcionário expressou o desejo de encontrá-la após as aulas, o que aumentou o receio da jovem.
De acordo com a família, a adolescente hesitou em contar aos pais sobre o assédio, temendo represálias. A situação se agravou quando, em uma visita à escola no dia 28 de setembro, o pai da estudante foi abordado sobre o assunto pela própria instituição, que alegou que tudo havia sido resolvido. No entanto, o funcionário continuava a trabalhar na escola, o que gerou questionamentos por parte do pai sobre as medidas que seriam adotadas.
Após a confirmação do assédio, a família decidiu registrar um boletim de ocorrência. A denúncia foi formalmente encaminhada à 2.ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) na quinta-feira (4), e o órgão informou que está seguindo todos os protocolos necessários. A escola e a CRE não confirmaram se o funcionário permanece em suas funções ou se foi afastado.
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de São Leopoldo, sob a supervisão da delegada Michelle Arigony, anunciou que um inquérito policial será instaurado para investigar o caso. A diretora da escola, Maria Suzana Gaspar da Silva, afirmou que todas as medidas cabíveis foram tomadas e que a situação foi devidamente comunicada à CRE, que agora aguarda o resultado do protocolo aberto.