Segurança Sem limites
Adolescente denuncia assédio de funcionário em escola
Investigação policial foi aberta após homem começar a importar a jovem de 17 anos via Whatsapp.
05/12/2025 20h39 Atualizada há 2 meses
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Reprodução/Especial
Jovem vinha sendo importunada pelo funcionário via Whatsapp - Foto: Reprodução/Especial

Uma adolescente de 17 anos denunciou um caso de assédio por parte de um funcionário da Escola Estadual Caic Madezzati, situada no bairro Feitoria, em São Leopoldo. Segundo informações preliminares, o episódio teve início em agosto, quando a estudante foi à secretaria da escola para fazer cópias de seu currículo. Durante a visita, ela entregou seu celular ao profissional, que ficou responsável pela impressão do documento. A partir desse momento, a jovem começou a receber mensagens via WhatsApp.

Inicialmente, as conversas entre a estudante e o funcionário eram consideradas normais. Contudo, com o passar do tempo, os diálogos tornaram-se cada vez mais inapropriados, com o homem enviando mensagens de duplo sentido e elogios à aluna. A adolescente, que respondia por educação, começou a se sentir incomodada e percebeu que a situação estava se tornando insustentável. Entre as mensagens, o funcionário expressou o desejo de encontrá-la após as aulas, o que aumentou o receio da jovem.

De acordo com a família, a adolescente hesitou em contar aos pais sobre o assédio, temendo represálias. A situação se agravou quando, em uma visita à escola no dia 28 de setembro, o pai da estudante foi abordado sobre o assunto pela própria instituição, que alegou que tudo havia sido resolvido. No entanto, o funcionário continuava a trabalhar na escola, o que gerou questionamentos por parte do pai sobre as medidas que seriam adotadas.

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Após a confirmação do assédio, a família decidiu registrar um boletim de ocorrência. A denúncia foi formalmente encaminhada à 2.ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) na quinta-feira (4), e o órgão informou que está seguindo todos os protocolos necessários. A escola e a CRE não confirmaram se o funcionário permanece em suas funções ou se foi afastado.

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de São Leopoldo, sob a supervisão da delegada Michelle Arigony, anunciou que um inquérito policial será instaurado para investigar o caso. A diretora da escola, Maria Suzana Gaspar da Silva, afirmou que todas as medidas cabíveis foram tomadas e que a situação foi devidamente comunicada à CRE, que agora aguarda o resultado do protocolo aberto.