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Busca por cursos de autodefesa cresce entre mulheres
A procura por aulas de defesa pessoal aumenta em diferentes regiões do país, revelando um movimento de conscientização e fortalecimento da seguranç...
28/08/2025 10h57
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Casos de violência contra mulheres seguem em alta no Brasil, segundo o DataSenado, que aponta que três a cada dez brasileiras já sofreram violência doméstica. Esse cenário tem impulsionado projetos de autodefesa em diferentes regiões, como o programa Mulheres em Defesa, no Mato Grosso, e academias em São Luís que relatam turmas lotadas de mulheres interessadas em aprender técnicas de proteção.

“Quando a mulher passa a ter noções de defesa, reduz a sensação de vulnerabilidade e amplia sua autoconfiança. Esse processo tem impacto semelhante ao que observamos na redução de furtos de celulares: quanto mais preparada e consciente, menor o risco de se tornar alvo”, afirma Sandro Christovam Bearare, especialista em autodefesa e técnicas antissequestro, instrutor e coordenador de cursos.

Ainda de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a residência foi o principal local de homicídio de mulheres no Brasil em 2022, concentrando 34,5% dos casos. O dado reforça a vulnerabilidade feminina em ambiente doméstico e ajuda a entender por que cresce o interesse em alternativas de proteção, como os cursos de autodefesa.

Em nível local, o programa Mulheres em Defesa, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, destaca que as atividades devolvem autoconfiança, reduzem a vulnerabilidade e ensinam técnicas simples e eficazes voltadas ao cotidiano das participantes. Em São Luís, reportagem local registrou aumento do número de mulheres que buscam cursos de defesa pessoal.

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“Não basta apenas aprender técnicas de reação física. É fundamental que a mulher desenvolva também a percepção preventiva e o equilíbrio emocional para agir em momentos de pressão. A autodefesa é tão psicológica quanto prática”, acrescenta Bearare.

Além do preparo físico, a metodologia aplicada em programas de autodefesa integra aspectos psicológicos e de percepção situacional. A Ludus Vision, empresa voltada a palestras, assessorias e treinamentos, informou, por meio de um de seus idealizadores, Lucas Silveira, que houve um notório aumento de contatos de mulheres interessadas em conhecimento prático e teórico, seja por meio de livros, seja em atividades de capacitação e consultoria.

“As técnicas precisam ser adaptadas à realidade do público feminino, com ênfase em movimentos simples, mas eficazes. Não é apenas sobre reagir, mas sobre desenvolver consciência e capacidade de prevenção”, ressalta Lucas Silveira, coordenador do Instituto Defesa e um dos responsáveis pela Ludus Vision.

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Os especialistas ainda recomendam que mulheres adotem medidas práticas para reduzir sua vulnerabilidade:

O consenso entre os especialistas é que a combinação de conhecimento, prevenção e treinamento contínuo fortalece a autonomia feminina e contribui para a redução dos índices de violência.