Economia Economia
Política Nacional de Resíduos Sólidos impulsiona a transparência ambiental
Tem como objetivo a gestão integrada e o gerenciamento adequado dos resíduos sólidos no Brasil
08/08/2025 18h17
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Agência Dino

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), por meio da Lei nº 12.305/10 procura organizar a forma com que a sociedade brasileira lida com o lixo. Ela exige dos setores públicos e privados transparência no gerenciamento dos resíduos sólidos.

No período anterior a esta lei, quando um consumidor descartava um produto em um local inadequado, ninguém poderia ser considerado culpado. Nesta fase posterior, o lixo eletrônico é o que gera mais dúvida entre os brasileiros, com 49% indicando ter incertezas no momento de realizar a destinação adequada de itens como celulares, computadores e baterias. O descarte feito de forma correta é legal e garante que as matérias-primas serão reaproveitadas.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente o Brasil é o quinto país que mais gera lixo eletrônico no mundo, produzindo por ano mais de 2,4 milhões de toneladas desses resíduos. Entre as Américas, o país ocupa a segunda posição, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. 

Continua após a publicidade

“O constante aumento populacional nas cidades proporciona grande geração de resíduos sólidos urbanos. Muitos objetos poderiam ser reciclados ou reaproveitados, poupando recursos naturais, financeiros e emissões de CO2, que desequilibram o meio ambiente”, enfatiza Vininha F . Carvalho, economista, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

No dia 8 de maio de 2025, o Fórum Nacional de Economia Circular aprovou oficialmente o Plano Nacional de Economia Circular (PNEC), documento estratégico construído com ampla participação social e técnica. A iniciativa é resultado direto do Decreto nº 12.082/2024, que institui a Estratégia Nacional de Economia Circular e criou o próprio fórum responsável pela aprovação do plano.

No Brasil, a aprovação da Política Nacional de Economia Circular (PNEC) sinaliza um passo importante nessa trajetória. Com 18 objetivos e mais de 70 ações previstas para a próxima década, o plano aposta em incentivos financeiros, investimentos em educação, tecnologia e na ampliação da infraestrutura para reciclagem e reaproveitamento de materiais.

Continua após a publicidade

“Diante de um cenário econômico cada vez mais desafiador e da necessidade urgente de práticas sustentáveis, ao priorizar práticas como reutilização, redução de desperdícios e reciclagem, esta postura propicia seguir os caminhos viáveis para reduzir a exploração intensiva de recursos naturais”, finaliza Vininha F. Carvalho.