Economia Negócios
Falhas na comunicação podem gerar perdas financeiras às empresas
Segundo especialista, as organizações podem investir em marketing, tecnologia e talentos. Mas, se negligenciarem a comunicação interna, podem falha...
07/07/2025 19h14
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Agência Dino

Segundo um levantamento da consultoria McKinsey & Company, as organizações com comunicação eficiente são, em média, 25% mais lucrativas. No Brasil, embora não haja dados consolidados sobre esse impacto, o cenário não é diferente. Ruídos constantes, desalinhamento entre áreas, informações que não chegam de forma clara e objetivos desconectados geram custos invisíveis, comprometendo tanto os resultados quanto o bem-estar nas equipes.

“Nos projetos que conduzimos, é evidente como a comunicação interna ainda é tratada como um item secundário na gestão. Muitas empresas brasileiras operam com ruídos constantes, sem sequer perceber o impacto que isso tem no clima organizacional e nos resultados. Já vimos operações robustas perderem eficiência e talentos por simples falta de alinhamento e escuta entre as áreas. Comunicação não é um extra — é um fator estrutural da performance empresarial”, diz Adeildo Nascimento, diretor da DHEO Consultoria e especialista em cultura organizacional.

Causas dos gargalos

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As principais causas estruturais dos gargalos na comunicação internas são ausência de propósito mobilizador claro, falta de escuta ativa, comunicação truncada entre áreas, dificuldade de adaptação ao ambiente digital e ausência de métricas que permitam avaliar o impacto das mensagens.

“Não é raro vermos empresas com uma boa intenção comunicacional, mas que falham na prática por falta de estrutura. O problema não está apenas no conteúdo, mas na ausência de processos, métricas e na incapacidade de adaptar a linguagem à cultura da organização. Comunicar bem exige método. É um trabalho técnico, estratégico e humano. Sem isso, a comunicação vira ruído e perde o poder de mobilizar”, complementa Nascimento.

A falta de mensuração agrava o problema. Sem indicadores claros, torna-se impossível saber se a comunicação está, de fato, cumprindo seu papel. E os prejuízos não são apenas financeiros. 

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Mais do que nunca, comunicar de forma estratégica deixou de ser uma opção — e se tornou uma necessidade competitiva. Empresas que priorizam esse pilar colhem ganhos em produtividade, clima organizacional, engajamento e rentabilidade.

“Empresas que não levam a comunicação interna a sério estão jogando contra o próprio patrimônio. E o mercado já percebeu isso. Hoje, comunicar com clareza, propósito e método é uma vantagem competitiva. E quem ainda trata comunicação como uma área operacional está atrasado. Cultura e comunicação são dois lados da mesma moeda — e ambas precisam ser cultivadas com intenção, constância e estratégia”, conclui Adeildo Nascimento.